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Na manhã do dia 4 de dezembro de 2015 realizar-se-ão três visitas, nomeadamente:
ETA DE LEVER
A Estação de Tratamento de Água (ETA) de Lever é responsável pelo tratamento de água para cerca de milhão e meio de habitantes. Constitui por isso uma das mais emblemáticas estruturas da Águas do Norte e emprega os mais sofisticados meios tecnológicos no processo de tratamento de água, tornando-a capaz de produzir cerca de 400 mil m³ de água.
O projeto de arquitetura, que privilegiou uma adequada integração paisagística do edifício, é da autoria do Arquiteto Alcino Soutinho. O conjunto de investimentos associados a esta obra ascendeu a 50 milhões de euros.
O Complexo de Lever inclui as infraestruturas já existentes no local e que pertenciam aos Serviços Municipalizados do Porto e de Vila Nova de Gaia: três poços de captação em profundidade, situados no areal de Lever, duas estações elevatórias e duas subestações de energia, contudo, mostravam-se manifestamente insuficientes face à evolução prevista dos consumos. Para reforçar a capacidade do sistema, a extinta empresa Águas do Douro e Paiva, à data responsável pelo sistema multimunicipal de abastecimento de água à área sul do Grande Porto, construiu, entre setembro de 1997 e março de 2000, uma captação de água superficial, uma unidade de pré-tratamento, uma ETA que utiliza as mais modernas tecnologias no processo de tratamento, um reservatório de água tratada associado a uma estação elevatória, uma unidade de tratamento de lamas e um laboratório. Em 2007, foi construído um centro de educação ambiental e um edifício de exploração.
A água é captada na albufeira de Crestuma-Lever por grupos de elevação submersos e encaminhada para um tanque de água bruta. A cota da superfície da água neste tanque é suficiente para assegurar o escoamento gravítico de água até ao final do processo. A partir do tanque de água bruta esta é submetida ao seguinte processo de tratamento:
Cortesia:

ETAR DE SOBREIRAS
O território do Município do Porto encontra-se organizado em bacias de drenagem das águas residuais domésticas, através de dois subsistemas (Oriental e Ocidental), apoiados nas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Freixo e de Sobreiras, respetivamente. Este sistema traduz-se numa capacidade instalada para tratar, com um nível de tratamento terciário, 90 000 m3/ano de águas residuais, o que corresponde a um universo populacional de 370 000 habitantes equivalentes.
Ambas as ETAR estão equipadas com as mais modernas tecnologias, são totalmente cobertas e possuem tratamento terciário com desinfeção por raios ultravioletas e tratamento do ar (sistema de desodorização).
O Subsistema Ocidental serve as freguesias a poente da cidade do Porto e tem como infraestrutura fundamental a ETAR de Sobreiras. É constituído pelos seguintes intercetores/coletores gerais:
Localizada na União de Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos, junto ao estuário do rio Douro, a ETAR de Sobreiras insere-se numa área de forte densidade populacional e eminentemente residencial. Devido à exiguidade do terreno disponível e para minimizar o impacto visual, esta infraestrutura desenvolve-se em vários níveis e encontra-se parcialmente enterrada, tendo capacidade para tratar os esgotos produzidas por um equivalente populacional de 200 000 habitantes.
A ETAR foi dimensionada para tratar, no ano de 2040, um caudal diário de águas residuais de cerca de 54 000 m3/ano. Em 2014, esta infraestrutura tratou
11 321 905 m3/ano de águas residuais, o que corresponde a 58,4% dos efluentes recolhidos na cidade do Porto.
A linha de tratamento é constituída por tamisagem, elevação, desarenamento/desengorduramento e decantação primária lamelar, biofiltração, nitrificação/desnitrificação em culturas livres, filtração, desinfeção por ultravioletas, flotação de lamas biológicas, mistura e homogeneização com lamas primárias, desidratação em centrífugas, estabilização química com cal e armazenamento em silos. A desodorização é feita por lavagem química em três estágios.
Assim, as águas residuais são submetidas a um tratamento biológico por lamas ativadas em baixa carga, precedido por um tratamento primário a montante e tendo a jusante uma filtração por filtros de areia e uma desinfeção bacteriológica por radiação ultravioleta.
Cortesia:

As inscrições nas duas visitas técnicas devem ser efetuadas no secretariado, a partir das 14h30 do dia 1 de dezembro até ás 18h00 do dia 2 de dezembro .
A Estação de Tratamento de Água (ETA) de Lever é responsável pelo tratamento de água para cerca de milhão e meio de habitantes. Constitui por isso uma das mais emblemáticas estruturas da Águas do Norte e emprega os mais sofisticados meios tecnológicos no processo de tratamento de água, tornando-a capaz de produzir cerca de 400 mil m³ de água.
O projeto de arquitetura, que privilegiou uma adequada integração paisagística do edifício, é da autoria do Arquiteto Alcino Soutinho. O conjunto de investimentos associados a esta obra ascendeu a 50 milhões de euros.
O Complexo de Lever inclui as infraestruturas já existentes no local e que pertenciam aos Serviços Municipalizados do Porto e de Vila Nova de Gaia: três poços de captação em profundidade, situados no areal de Lever, duas estações elevatórias e duas subestações de energia, contudo, mostravam-se manifestamente insuficientes face à evolução prevista dos consumos. Para reforçar a capacidade do sistema, a extinta empresa Águas do Douro e Paiva, à data responsável pelo sistema multimunicipal de abastecimento de água à área sul do Grande Porto, construiu, entre setembro de 1997 e março de 2000, uma captação de água superficial, uma unidade de pré-tratamento, uma ETA que utiliza as mais modernas tecnologias no processo de tratamento, um reservatório de água tratada associado a uma estação elevatória, uma unidade de tratamento de lamas e um laboratório. Em 2007, foi construído um centro de educação ambiental e um edifício de exploração.
A água é captada na albufeira de Crestuma-Lever por grupos de elevação submersos e encaminhada para um tanque de água bruta. A cota da superfície da água neste tanque é suficiente para assegurar o escoamento gravítico de água até ao final do processo. A partir do tanque de água bruta esta é submetida ao seguinte processo de tratamento:
- Pré-tratamento em filtros “multicamada” compostos por uma camada de antracite e várias camadas de areia de diferentes granulometrias que permite reduzir a turvação ou do seu teor de manganês, conforme a situação (respetivamente, captação superficial e captação em profundidade);
- Pré-oxidação por ozono para oxidação da matéria orgânica e eliminação de microorganismos e algas existentes na água;
- Coagulação/ Floculação por doseamento de sulfato de alumínio e, se necessário, um floculante polimérico. Graças ao perfil hidráulico da instalação, a mistura destes produtos com a água é conseguida sem recorrer a misturadores mecânicos, optimizando a eficiência processual e reduzindo os custos energéticos;
- Doseamento de Carvão Ativado em Pó para remoção de eventuais pesticidas e melhoria das características organoléticas da água;
- CoCoDAFF (Flotação e Filtração): o processo CoCoDAFF (Counter Current Dissolved Air Flotation and Filtration) conjuga numa só unidade duas etapas de tratamento: flotação e filtração. A primeira etapa permite a remoção eficaz de substâncias pouco densas, nomeadamente as algas, e na segunda etapa a água clarificada entra diretamente no filtro, constituído por areia e antracite, onde são capturadas as partículas sólidas mais pequenas, que não tenham sido separadas na flotação;
- Desinfeção final através de doseamento de cloro;
- Elevação de Água Tratada: a água tratada é armazenada num reservatório com capacidade para 30 000 m³, sendo depois elevada para os Reservatórios de Jovim, de Lagoa e de Seixo Alvo;
- Tratamento de Lamas: as águas de lavagem dos filtros e as lamas recolhidas à superfície do CoCoDAFF são submetidas a espessamento e centrifugação sendo a água recuperada durante este processo encaminhada para o tanque de água bruta;
- Controlo de Qualidade: Ao longo da ETA existem diversos pontos de amostragem e de análise automática de diversos parâmetros da qualidade da água. Estes analisadores permitem uma monitorização constante da eficiência do processo e do controlo da qualidade da água produzida.
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| ETA de Lever |
Cortesia:

ETAR DE SOBREIRAS
O território do Município do Porto encontra-se organizado em bacias de drenagem das águas residuais domésticas, através de dois subsistemas (Oriental e Ocidental), apoiados nas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Freixo e de Sobreiras, respetivamente. Este sistema traduz-se numa capacidade instalada para tratar, com um nível de tratamento terciário, 90 000 m3/ano de águas residuais, o que corresponde a um universo populacional de 370 000 habitantes equivalentes.
Ambas as ETAR estão equipadas com as mais modernas tecnologias, são totalmente cobertas e possuem tratamento terciário com desinfeção por raios ultravioletas e tratamento do ar (sistema de desodorização).
O Subsistema Ocidental serve as freguesias a poente da cidade do Porto e tem como infraestrutura fundamental a ETAR de Sobreiras. É constituído pelos seguintes intercetores/coletores gerais:
- Intercetor Litoral (Orla Atlântica ou Foz);
- Intercetor Marginal Douro:
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- Coletor Geral da Zona Norte.
Localizada na União de Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos, junto ao estuário do rio Douro, a ETAR de Sobreiras insere-se numa área de forte densidade populacional e eminentemente residencial. Devido à exiguidade do terreno disponível e para minimizar o impacto visual, esta infraestrutura desenvolve-se em vários níveis e encontra-se parcialmente enterrada, tendo capacidade para tratar os esgotos produzidas por um equivalente populacional de 200 000 habitantes.
A ETAR foi dimensionada para tratar, no ano de 2040, um caudal diário de águas residuais de cerca de 54 000 m3/ano. Em 2014, esta infraestrutura tratou
11 321 905 m3/ano de águas residuais, o que corresponde a 58,4% dos efluentes recolhidos na cidade do Porto.
A linha de tratamento é constituída por tamisagem, elevação, desarenamento/desengorduramento e decantação primária lamelar, biofiltração, nitrificação/desnitrificação em culturas livres, filtração, desinfeção por ultravioletas, flotação de lamas biológicas, mistura e homogeneização com lamas primárias, desidratação em centrífugas, estabilização química com cal e armazenamento em silos. A desodorização é feita por lavagem química em três estágios.
Assim, as águas residuais são submetidas a um tratamento biológico por lamas ativadas em baixa carga, precedido por um tratamento primário a montante e tendo a jusante uma filtração por filtros de areia e uma desinfeção bacteriológica por radiação ultravioleta.
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| ETAR de Sobreiras |
Cortesia:

As inscrições nas duas visitas técnicas devem ser efetuadas no secretariado, a partir das 14h30 do dia 1 de dezembro até ás 18h00 do dia 2 de dezembro .
CASA DA MÚSICA
A Casa da Música foi projetada pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, como parte do evento Porto Capital Europeia da Cultura em 2001 (Porto 2001), no entanto, a construção só ficou concluída em 2005, transformando-se imediatamente num ícone da cidade.
A Casa da Música foi construída junto da Rotunda da Boavista. O lugar onde está atualmente o edifício era usado para recolha e reparação dos carros elétricos que circulavam pela cidade do Porto.
Em julho de 1999, quando arrancaram os trabalhos preparatórios, o objetivo oficial ainda era o de que a Casa da Música abrisse as portas em dezembro de 2001, a tempo de coincidir com o final da Capital Europeia da Cultura. Acabou por ser inaugurada em abril de 2005, mas os trabalhos só foram totalmente encerrados em maio do ano seguinte.
A construção do edifício trouxe novos desafios à engenharia, de maneira a conseguir a forma geométrica ímpar que o edifício tem. Os trabalhos de engenharia estiveram a cargo das empresas Ove Arup em Londres em conjunto com Afassociados, no Porto.
A arquitetura do edifício foi aclamada internacionalmente. Nicolai Ouroussoff, crítico de arquitetura do New York Times, classificou-o como “o projeto mais atraente que o arquiteto Rem Koolhaas já alguma vez construiu” e como “um edifício cujo ardor intelectual está combinado com a sua beleza sensual”. Compara-o também “ao exuberante projeto” do Museu Guggenheim Bilbao do arquiteto Frank Gehry em Bilbao, Espanha. “Olhando apenas o aspeto original do edifício, verifica-se que esta é uma das mais importantes salas de espetáculos construída nos últimos 100 anos”, comparando-o à sala de espetáculos Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles e ao auditório da "Berlim Philharmonic".
A Casa da Música possui dois auditórios principais, embora outras áreas do edifício possam ser adaptadas para concertos ou espetáculos (oficinas, atividades educacionais, etc.).
TERMINAL DE CRUZEIROS DO PORTO DE LEIXÕES
O novo Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões é um dos mais significativos investimentos promovidos pela APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, S.A. e que resulta de uma dinâmica de cooperação territorial, interligando dois principais objetivos: por um lado o de melhorar a eficácia comercial do porto, maximizando a capacidade de atração de um segmento de grande potencial de crescimento que é a atividade de cruzeiros e, por outro lado, o de integração urbana, associado ao incremento da sociabilidade com a população envolvente. Esta obra de imponente valia arquitetónica tem a assinatura do Arquiteto Luís Pedro Silva.
O novo Terminal de Cruzeiros surge desta forma como o maior projeto de sempre de abertura do porto à cidade, fazendo do Porto de Leixões uma importante porta de entrada na região e impulsionando definitivamente o crescimento do número de navios de cruzeiro e de passageiros em Leixões, assumindo-se cada vez mais como um porto de cruzeiros.
Este terminal nasce no Plano Estratégico de Desenvolvimento Portuário de 2004 procurando uma síntese ambivalente entre incremento de eficácia portuária e aumento da integração urbana de Leixões. Concretamente é um agregado de ações composto por um novo cais de cruzeiros, para navios até 320 m2, um porto de recreio para 180 embarcações, o edifício do Terminal, com aproximadamente 1 500 m2 de área útil, que inclui também o Polo do Mar da Universidade do Porto, um arruamento e demais espaços públicos de ligação à cidade.
O processo de desenvolvimento do projeto corresponde a um maturado faseamento programático, espacial e construtivo que se traduziu em quatro tempos principais: o primeiro o do estudo prévio com as diretrizes funcionais e formais preliminares; o segundo da complementar de obra portuária e do espaço público de ligação à cidade; o terceiro correspondente à remodelação suscitada pelo programa da UP; e finalmente, o quarto, o do rigor das condições de funcionalidade, normativa e segurança e da precisão construtiva e orçamental, específicas dos projetos base e de execução.
A parte mais visível da intervenção é o edifício. Implantado junto ao setor curvo do molhe, constitui uma rótula que recebe e lança os fluxos dos navios, do porto de recreio e da cidade, tornando-os interatuantes no interior. É deste modo que se constituem os elementos laminares, também curvilíneos, que servem estas quatro vocações que se combinam numa forma unitária.
O Edifício do Terminal de Cruzeiros está assente sobre estacaria e é maioritariamente em betão armado. Os materiais de acabamento são fundamentalmente o granito que liga a nova intervenção ao molhe sul, o vidro e as superfícies cimentícias, predominantemente de cor branca e o revestimento cerâmico que recobre todas os elementos laminares. Excecionalmente existe um teto acobreado, um espaço aveludado cobalto e algumas superfícies revestidas a painéis metálicos dourados. No exterior, o espaço público é marcado pelas superfícies em granito, e pelo basalto para os rodados. O arruamento longilíneo que serve diferentes modos de circulação predispõe-se para a relocalização do Titan. O jardim do senhor do padrão será ligeiramente prolongado denunciando o convite à entrada pública.
Cortesia:

As inscrições na visita cultural devem ser efetuadas no secretariado, a partir das 14h30 do dia 1 de dezembro até às 18h00 do dia 2 de dezembro.
A Casa da Música foi projetada pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, como parte do evento Porto Capital Europeia da Cultura em 2001 (Porto 2001), no entanto, a construção só ficou concluída em 2005, transformando-se imediatamente num ícone da cidade.
A Casa da Música foi construída junto da Rotunda da Boavista. O lugar onde está atualmente o edifício era usado para recolha e reparação dos carros elétricos que circulavam pela cidade do Porto.
Em julho de 1999, quando arrancaram os trabalhos preparatórios, o objetivo oficial ainda era o de que a Casa da Música abrisse as portas em dezembro de 2001, a tempo de coincidir com o final da Capital Europeia da Cultura. Acabou por ser inaugurada em abril de 2005, mas os trabalhos só foram totalmente encerrados em maio do ano seguinte.
A construção do edifício trouxe novos desafios à engenharia, de maneira a conseguir a forma geométrica ímpar que o edifício tem. Os trabalhos de engenharia estiveram a cargo das empresas Ove Arup em Londres em conjunto com Afassociados, no Porto.
A arquitetura do edifício foi aclamada internacionalmente. Nicolai Ouroussoff, crítico de arquitetura do New York Times, classificou-o como “o projeto mais atraente que o arquiteto Rem Koolhaas já alguma vez construiu” e como “um edifício cujo ardor intelectual está combinado com a sua beleza sensual”. Compara-o também “ao exuberante projeto” do Museu Guggenheim Bilbao do arquiteto Frank Gehry em Bilbao, Espanha. “Olhando apenas o aspeto original do edifício, verifica-se que esta é uma das mais importantes salas de espetáculos construída nos últimos 100 anos”, comparando-o à sala de espetáculos Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles e ao auditório da "Berlim Philharmonic".
A Casa da Música possui dois auditórios principais, embora outras áreas do edifício possam ser adaptadas para concertos ou espetáculos (oficinas, atividades educacionais, etc.).
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| Casa da Música - Interior | Casa da Música - Exterior |
TERMINAL DE CRUZEIROS DO PORTO DE LEIXÕES
O novo Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões é um dos mais significativos investimentos promovidos pela APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, S.A. e que resulta de uma dinâmica de cooperação territorial, interligando dois principais objetivos: por um lado o de melhorar a eficácia comercial do porto, maximizando a capacidade de atração de um segmento de grande potencial de crescimento que é a atividade de cruzeiros e, por outro lado, o de integração urbana, associado ao incremento da sociabilidade com a população envolvente. Esta obra de imponente valia arquitetónica tem a assinatura do Arquiteto Luís Pedro Silva.
O novo Terminal de Cruzeiros surge desta forma como o maior projeto de sempre de abertura do porto à cidade, fazendo do Porto de Leixões uma importante porta de entrada na região e impulsionando definitivamente o crescimento do número de navios de cruzeiro e de passageiros em Leixões, assumindo-se cada vez mais como um porto de cruzeiros.
Este terminal nasce no Plano Estratégico de Desenvolvimento Portuário de 2004 procurando uma síntese ambivalente entre incremento de eficácia portuária e aumento da integração urbana de Leixões. Concretamente é um agregado de ações composto por um novo cais de cruzeiros, para navios até 320 m2, um porto de recreio para 180 embarcações, o edifício do Terminal, com aproximadamente 1 500 m2 de área útil, que inclui também o Polo do Mar da Universidade do Porto, um arruamento e demais espaços públicos de ligação à cidade.
O processo de desenvolvimento do projeto corresponde a um maturado faseamento programático, espacial e construtivo que se traduziu em quatro tempos principais: o primeiro o do estudo prévio com as diretrizes funcionais e formais preliminares; o segundo da complementar de obra portuária e do espaço público de ligação à cidade; o terceiro correspondente à remodelação suscitada pelo programa da UP; e finalmente, o quarto, o do rigor das condições de funcionalidade, normativa e segurança e da precisão construtiva e orçamental, específicas dos projetos base e de execução.
A parte mais visível da intervenção é o edifício. Implantado junto ao setor curvo do molhe, constitui uma rótula que recebe e lança os fluxos dos navios, do porto de recreio e da cidade, tornando-os interatuantes no interior. É deste modo que se constituem os elementos laminares, também curvilíneos, que servem estas quatro vocações que se combinam numa forma unitária.
O Edifício do Terminal de Cruzeiros está assente sobre estacaria e é maioritariamente em betão armado. Os materiais de acabamento são fundamentalmente o granito que liga a nova intervenção ao molhe sul, o vidro e as superfícies cimentícias, predominantemente de cor branca e o revestimento cerâmico que recobre todas os elementos laminares. Excecionalmente existe um teto acobreado, um espaço aveludado cobalto e algumas superfícies revestidas a painéis metálicos dourados. No exterior, o espaço público é marcado pelas superfícies em granito, e pelo basalto para os rodados. O arruamento longilíneo que serve diferentes modos de circulação predispõe-se para a relocalização do Titan. O jardim do senhor do padrão será ligeiramente prolongado denunciando o convite à entrada pública.
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| Terminal do Porto de Leixões | Terminal do Porto de Leixões |
Cortesia:

As inscrições na visita cultural devem ser efetuadas no secretariado, a partir das 14h30 do dia 1 de dezembro até às 18h00 do dia 2 de dezembro.





